Menu
Camilo Jornalista
Camilo Jornalista
 
Pode dizer-se, sem sombra de exagero, que Camilo Castelo Branco manteve-se fiel a profissão de jornalista desde os balbuceios literários (1846) até ao fim da vida (1890). Orgulhava-se de ser um «escritor público», que, em certa medida, designava o redator (ou colaborador) de periódicos. Efetivamente colaborou em muitíssimos jornais de Portugal e do Brasil. Conheceu todos os segredos relacionados com a feitura de um jornal, chegando a ocupar lugares de chefia algumas vezes. Fundou outros: O Cristianismo, em 1852; A Cruz, em 1853; O Bico de Gás, em 1854; O Mundo Elegante, em 1858;O Ateneu , em 1859; Gazeta Literária do Porto, em 1868; As Repúblicas, em 1884, e esteve envolvido no empreendimento de mais alguns, que fracassaram. A maioria da sua obra fora originalmente publicada em jornais: poesias, romances, dramas, artigos e até noticiário. Apesar dessa prática sistemática, muitas espécies não foram coligidas em vida do autor, que no entanto se preparava para o fazer nos dois últimos anos de existência, quando em 1889, com a ajuda fraterna de João António de Freitas Fortuna Júnior, pretendeu lançar a «Colecção Camiliana», de que saiu apenas um volume (1.° e único): Delitos da Mocidade.
Poderá perguntar-se: quais as razões dessa quase permanente ligação de Camilo ao jornalismo? Foram duas, por sinal muito fortes: 1 – Como meio de subsistência (remuneração assegurada, quando a administração era de boas contes – o que nem sempre acontecia); 2 – A intimidade do contacto público, o que significava o meio de fomentar o prestígio do seu nome, de populariza-lo (relativamente, na medida em que o analfabetismo era uma chaga social). Este ponto está ainda relacionado com a vocação de publicitário, revelada em Camilo muito cedo – e em que foi mestre. Nas ocasiões em que o escritor, por este ou aquelem motivo, se achava desvinculado da prática jornalística, «inventou» um meio de não perder a ligação com o seu público – arduamente conquistado (desde os artifícios publicitários, ao intenso labutar): editava folhetins, de publicação periódica, como é o caso das Noites de Insónia, de 1874, em fascículos mensais; dos Ecos Humorísticos do Minho, de 1880, em folhetos quinzenais (reproduzidos de um jornal brasileiro); dos Serões de S. Miguel de Ceide, de 1885, de periodicidade mensal, e, em certa medida, as Novelas do Minho, primitivamente editadas em opúsculos.
Como se advinha, o importante era manter a todo o custo o contacto com o público, a quem o escritor se dirigia sempre em tom aliciador e reverencioso. O público, no fim de contas, era quem assegurava o escoamento dos seus livros e todos os meios se apresentavam lícitos para lhe conquistar a fidelidade.
 
CABRAL, Alexandre – Dicionário de Camilo Castelo Branco. 2.ª ed. Lisboa, Caminho, 2003.
abortion pill process abortion pill law cytotec abortion
cialis pris cialis kopiprodukter cialis generic
coupons cialis cialis trial coupon cialis 2015 coupon
having an abortion definition of abortion pill medical abortion pill
duphaston iskustva bvandam.com duphaston i ovulacija
abortion pill clinics in houston cheap abortion pill clinics home abortion pill