O Escritor
Miguel Torga como escritor revela-se original por manifestar inconfundivelmente grande carga telúrica revelada no apego à terra por ser a origem da vida e dos tempos, na fidelidade ao povo, na consciência de ser português, mas o telurismo é também veículo de problemas sociais. Outras três grandes características da obra torguiana são: o desespero humanista, a problemática religiosa e o drama da criação poética, que se podem apresentar num só texto. Como poeta, quanto à forma, usa frequentemente estrofes irregulares com recursos que passam pela escolha criteriosa de verbos e tempos verbais, adjetivação e inúmeras figuras de estilo como a antítese, a metáfora, entre outras.
"Coimbra, 12 de Agosto de 1991- Afirmei recentemente que o meu verdadeiro rosto, presente ou futuro, está nos livros que escrevi. É neles que disse quem sou e como sou, e é neles que espero se prolongue e alargue a graça desta comunhão humana, sem a qual a passagem pelo mundo não teria sentido."
TORGA, Miguel - Diário, XVI, 1991
"Coimbra, 12 de Agosto de 1991- Afirmei recentemente que o meu verdadeiro rosto, presente ou futuro, está nos livros que escrevi. É neles que disse quem sou e como sou, e é neles que espero se prolongue e alargue a graça desta comunhão humana, sem a qual a passagem pelo mundo não teria sentido."
TORGA, Miguel - Diário, XVI, 1991





