A Matança do Porco
Miguel Torga, como todo o transmontano rural, assistiu e participou em várias matanças de porcos, registando para a posteridade esse costume essencial para a sobrevivência das comunidades, à altura muito limitadas nos seus recursos alimentares. Esses registos mostram de forma detalhada como essa tradição era executada, desde os preparativos à divisão do animal, e tipo das diferentes tarefas e participantes.
“S. Martinho de Anta, 24 de Dezembro de 1950- Impressionou-me sempre na vida aldeã este cerimonial doméstico, que acaba por deixar um morto de pernas para o ar, pendurado na trave da casa. Na manjedoira vai nascer o Salvador; à lareira vai-se juntar a família; e à entrada da porta simbólica renovação do Ano Novo, o espantalho do cadáver que há-de alimentar o futuro.”
TORGA, Miguel - Diáro V, 1951
“S. Martinho de Anta, 24 de Dezembro de 1950- Impressionou-me sempre na vida aldeã este cerimonial doméstico, que acaba por deixar um morto de pernas para o ar, pendurado na trave da casa. Na manjedoira vai nascer o Salvador; à lareira vai-se juntar a família; e à entrada da porta simbólica renovação do Ano Novo, o espantalho do cadáver que há-de alimentar o futuro.”
TORGA, Miguel - Diáro V, 1951





