Património Arqueológico/Garganta-Pólo Arqueológico de Garganta
Miguel Torga tinha um gosto, expresso várias vezes na sua obra, por todo o tipo de património arqueológico. Via neste património uma herança cultural a preservar, interpretar e a transmitir aos vindouros. A sua terra natal, S. Martinho de Anta, como o nome indica “Anta”, é pródiga em património arqueológico, desde a famosa Anta de Madorras ao cemitério medieval de Touças, não esquecendo no Município de Sabrosa a sepultura de Arcã e o Castro de Sabrosa, entre outros. Num roteiro torguiano impõe-se uma visita ao Pólo Arqueológico de Garganta, centro interpretativo arqueológico, na aldeia torguiana de Garganta, aldeia referida em algumas das obras de Miguel Torga.
S. Martinho de Anta, 28 de Setembro de 1978
S. Martinho de Anta, 28 de Setembro de 1978
“Dia arqueológico. (…)Onde pressinto vestígio pré-histórico, aí estou eu rente, a devanear, rendido e agradecido a um mutismo que, além do mais, é uma homenagem antecipada à nossa imaginação(…), Tudo o que testemunham está registado em nós, como herdeiros que somos de todo o passado humano.”
Garganta, 24 de Agosto de 1979
“Festa de S. Bartolomeu numa das povoações pastoris mais arcaicas da Montanha, celta até nos monumentos megalíticos que a cercam, berço de antepassados meus.
TORGA, Miguel - Diário XIII, 1983





